terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Ministro da Defesa diz que Exército não vai admitir desvios de conduta no complexo do Alemão


O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou nesta terça-feira (25) que o Exército brasileiro "não vai admitir desvios de conduta" durante a ocupação no complexo do Alemão, na zona norte do Rio, onde cerca de 1.700 militares atuam na Força de Pacificação desde novembro do ano passado. As afirmações foram feitas durante a inauguração de uma agência do Banco do Brasil na estação do teleférico no morro do Adeus. 

Jobim se referiu ao afastamento de um tenente suspeito de furtar objetos, entre eles um aparelho de ar-condicionado, de uma casa abandonada na Fazendinha, uma das comunidades que integram o complexo. 

- Nós já tomamos as providências necessárias para mostrar à população que não se pode aceitar desvios de qualquer natureza. Até porque esses desvios são contaminantes, é um processo de tolerância que acaba avançando com o tempo. 

O crime teria sido praticado por um tenente, oficial que liderava uma tropa com 30 homens da Brigada Paraquedista. De acordo com o major Fabiano de Carvalho, assessor de comunicação da Força de Pacificação, a denúncia partiu dos próprios militares que estavam sob o comando do tenente.

O ministro também ressaltou que a ocupação no Alemão é uma oportunidade de o Exército "identificar problemas e melhorar sua capacidade logística".

Baía de Guanabara ainda sofre com 70% do esgoto do Estado que é despejado sem nenhum tratamento

Todos os dias de manhã a empregada doméstica Maria Aparecida de Almeida leva os três filhos para ir ao banheiro, que fica do lado de fora de casa. O sanitário fica atrás da casa para que a água suja e os dejetos sejam despejados por uma calha diretamente no Rio Sarapuí, que passa ao lado da residência da família em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Esse e outros 17 rios deságuam na baía de Guanabara e levam toneladas de lixo e esgoto doméstico para o local. Dona Maria faz parte da estatística da Secretaria de Meio Ambiente que revela um dado alarmante: 70% do Rio de Janeiro não possui rede esgoto. Segundo o Estado, esse déficit sanitário está diretamente ligado à poluição de um dos pontos turísticos mais badalados da capital.
A empregada doméstica diz que gostaria de ter um banheiro normal, dentro de casa, mas não é possível. 
- Aqui não tem rede de esgoto. A minha opção foi fazer um banheiro lá fora e pedir ao meu vizinho para colocar uma calha que leva as fezes e o xixi para o rio. O que eu posso fazer?
Para solucionar o problema, a meta da secretaria para os próximos quatro ano é dobrar a rede de tratamento de esgoto. De acordo com o secretário de meio ambiente, Carlos Minc, o sistema já melhorou no último governo.
- Nós conseguimos passar o nível de tratamento de esgoto de 20 para 30% nos últimos quatro anos. Mas isso ainda é um horror porque o resto é lançado in natura. O nosso objetivo é passar de 30 para 60% nos próximos quatro anos. É uma meta ousada.
Desde o início do programa de despoluição da baía de Guanabara, foram construídas as estações de tratamento de esgoto de Sarapuí, da Pavuna, da Ilha, da Alegria, de Paquetá, de São Gonçalo e de Icaraí. No entanto, apena duas delas operam em capacidade plena. As demais funcionam abaixo do normal. 
Segundo a secretaria, isso ocorre porque faltam trechos de conexão entre os coletores e os interceptores que levam o esgoto à estação de tratamento. Além disso, em alguns locais, a rede coletora foi construída, mas não foram feitas as ligações domiciliares. Por esse motivo, somente uma pequena parcela do esgoto gerado na área de abrangência de cada estação é tratado.
Mais de R$ 1 bilhão para recuperar a baía
Minc afirmou que a estação de São Gonçalo em breve entrará em funcionamento ampliado para ajudar na distribuição e o esgoto de Paquetá também vai ser jogado nesta estação.
- Recentemente, nós também conseguimos R$ 500 milhões de dólares no BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). No total, temos esse dinheiro, que significa aproximadamente R$ 800 milhões de reais, mais R$ 300 milhões do FECAM (Fundo de Desenvolvimento Urbano e Conservação Ambiental), o que somaria cerca de R$ 1,1 bilhão de reais. Dessa verba, mais de 80% é para a recuperação da baía de Guanabara.
No fim de 2010, o governo estadual pleiteou e aprovou R$ 1,2 bilhão em empréstimo internacional para investir em esgoto sanitário. A secretaria admite que a verba não é suficiente para resolver todo o problema do Estado. Segundo estimativa do governo, seria necessário cerca de 8,5 bilhões para solucionar por completo o serviço de esgoto.
De 2007 a 2010, o Programa Estadual Pacto pelo Saneamento informou que 89 planos Municipais de Saneamento Básico foram articulados com os municípios e os Comitês de Bacia, que atualmente estão em contratação. Além disso, a secretaria informou que realizou 18 projetos de engenharia de sistemas de esgoto sanitário em sedes urbanas municípios e em seus distintos distritos.
Para 2011, a secretaria pretende construir novos sistemas em Alcântara e Itaboraí. Além de ampliar os de Alegria e da Barra, colocando em operação plena os sistemas Pavuna e Sarapuí.
Dona Maria espera que este ano, com o aumento dos investimentos prometidos para o tratamento da rede sanitária, ela e sua família tenham melhores condições de saneamento básico.
- Eu não queria uma nova casa, queria no mínimo ter uma rede de esgoto e não precisar sair de dentro da minha casa para ir ao banheiro com meus filhos. 

Total de mortos na região serrana já chega a 820

Chegou a 820 o número de mortos por causa das enchentes e deslizamentos que devastaram a região serrana do Estado do Rio de Janeiro há duas semanas, de acordo com informações da Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil, prefeituras e Polícia Civil.
Nova Friburgo continua sendo a cidade mais castigada, com 395 mortos, de acordo com números divulgados pela Secretaria de Saúde e Defesa Civil.
Em Teresópolis, foram encontrados 329 corpos; em Petrópolis, 67; e em Sumidouro, 22. Em São José do Vale do Rio Preto foram achados seis corpos, de acordo com a prefeitura local. Em Bom Jardim, foi computada uma morte.

Advogado teve infarto fulminante em seu escritório no Centro de Campos


O advogado e propietário da Pousada Bicho Solto, Luís Antônio de Souza Rodrigues, 63 anos faleceu no início da tarde desta terça-feira (25/01), vítima de um infarto fulminante, dentro de seu escritório, quando atendia uma pessoa.


Assim que os Bombeiros chegaram ao Edifício Brasiluso, na Rua 21 de Abril, no Centro, constataram que Luiz já estava morto. Segundo o cliente que estava com Luiz, após sentir fortes dores no peito, o advogado desmaiou. De acordo com um parente, ele fazia uso de medicamentos para problemas cardíados.