domingo, 24 de abril de 2011

RIO: Bairros sem UPP concentram principais crimes no Rio



Sem contar com UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora), 26 bairros da zona norte da cidade do Rio de Janeiro, onde vivem mais de 850 mil pessoas, concentram a maior parte dos principais crimes cometidos na capital. 
A área, que conta com o policiamento dos Batalhões de Rocha Miranda (9º BPM) e Irajá (41º BPM), registrou o maior número de homicídios entre janeiro e dezembro de 2010 - 437 casos, o que corresponde a 26,8% do total da capital (1.628).
De acordo com o ISP (Instituto de Segurança Pública), a região também concentrou casos de roubo seguido de morte (20,5% ou 14 casos), tentativa de homicídio (18,3% ou 285 casos) e estupro (15,2% ou 220 casos) durante todo o ano passado.
Os roubos também são mais frequentes nessa parte da cidade, onde aconteceram 9,5% dos roubos a casas  (53), 26,9% dos roubos de veículos (3.175), 20,1% dos roubos de cargas (281), 19,6% dos roubos a pedestres (7.128), 26,6% dos roubos ocorridos dentro de ônibus (1.273) e 18,5% dos furtos de veículos (1.654).
O comandante do 41º BPM, tenente-coronel Alexandre Fontenele, explica que alguns fatores explicam a incidência dos crimes.
- É uma área repleta de favelas dominadas pelo narcotráfico. Além disso, tem muitas rotas de fuga, como saídas para a rodovia presidente Dutra e avenida Brasil. Além de fazermos o patrulhamento nas ruas, precisamos planejar e fazer operações nessas comunidades.
O oficial lembrou que, recentemente, a PM ocupou os morros da Serrinha e do Juramento e acabou com uma guerra entre facções criminosas rivais que disputavam o controle da venda de drogas nessas favelas. Apesar da criminalidade, Fontenele diz que, na área do batalhão, os índices estão de acordo com as metas estabelecidas pela Secretaria de Segurança Pública. 
- Baixamos em 40% ou 50% os roubos de carros, entre outros crimes. Mapeamos as ruas e os horários onde ocorriam mais crimes e passamos a atuar nesses locais.
Ao que tudo indica, a situação para os moradores não deve mudar ao menos nos próximos oito meses. De acordo com a secretaria, há previsão de instalação de UPP na região, mas não para este ano, quando serão contemplados o morro do São Carlos, no Estácio, e os complexos do Alemão e da Penha, na zona norte, que deverão receber cerca de 2.500 policiais.
Os bairros que fazem parte das áreas dos batalhões de Rocha Miranda e Irajá são Praça Seca, Quintino, Cascadura, Campinho, Engenheiro Leal, Cavalcanti, Madureira, Oswaldo Cruz, Bento Ribeiro, Marechal Hermes, Turiaçu, Vaz Lobo, Vicente de Carvalho, Vila Kosmos, Vila da Penha, Irajá, Vista Alegre, Rocha Miranda, Honório Gurgel, Colégio, Coelho Neto, Barros Filho, Costa Barros, Acari, Parque Columbia e Pavuna.
"Sequestro" de carros
Para policiais civis que atuam em delegacias da região, a grande quantidade de favelas (mais de cem), dominadas por três facções criminosas rivais é um dos principais motivos da incidência de crimes. Entre as mais perigosas, estão os morros da Pedreira, Quitanda e Lagartixa, em Costa Barros.
No mesmo bairro, a Delegacia da Pavuna (39ª DP) identificou 22 criminosos do Chapadão, que sequestravam veículos. Depois de roubar os carros, os bandidos ligavam para os donos e pediam pagamento de resgate.
Embora a situação seja mais grave nesses 26 bairros, a zona norte inteira, onde vivem cerca de 2,82 milhões de pessoas, sofre com altos índices de criminalidade. Foi nessa área da cidade que aconteceu em 2010 metade dos homicídios, metade dos roubos a pedestre, metade dos roubos a comércio, 60% dos roubos de carga, 67% dos roubos de veículos, 63% dos roubos seguidos de morte e 60% dos roubos em coletivos.

NOVA IGUAÇU: Duas crianças morrem em acidente de carro


Um acidente envolvendo uma picape e um ônibus em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, deixou duas crianças mortas e os pais delas gravemente feridos na madrugada deste domingo (24). As informações são da assessoria do Corpo de Bombeiros.
Segundo os bombeiros, as crianças que seriam irmãs e teriam entre  três e cinco anos, morreram no local. Os pais delas foram levados para o Hospital da Posse, também em Nova Iguaçu. Ainda não se sabe o estado de saúde deles. Todos estavam na picape, informaram os bombeiros.
Ainda de acordo com a corporação, a colisão ocorreu por volta de 4h50 na Avenida Henrique Duque Estrada, no Bairro Três Corações.

RIO: Aeroporto Santos Dumont tem 31,5% dos voos cancelados

Aeroporto Santos Dumont - RJ

Os passageiros enfrentam problemas para embarcar no Aeroporto Santos Dumont neste sábado (23). Dos 89 voos programados até as 17h para partir, 28 foram cancelados, o que corresponde a 31,5% dos embarques planejados. Apenas um voo estava atrasado. 

Já no Aeroporto Internacional Tom Jobim/Galeão, localizado na zona norte da capital fluminense, 14 (15,1%) dos 93 voos foram cancelados e dois (2,2%) estavam atrasados. 

Questionada, a atendente no balcão de informações da Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) afirmou que não há motivos para atrasos pois "no seu terminal consta que nenhuma partida sofreu alteração de horário". A atendente disse também que o “mesmo problema” havia ocorrido na sexta-feira (22).

RIO: Vazamento em adutora espalha 1 milhão de litros d´água em ruas da zona norte do Rio

Moradores de Tomás Coelho acordaram "boiando" em até 1 metro de água

A enxurrada de água que invadiu a casa de vários moradores foi de cerca de 1 milhão de litros d´água, de acordo com cálculos realizados pelos técnicos da da Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos). Para chegar ao número, eles consideram o diâmetro de 1,75 metro e os 30 minutos em que ficou jorrando água pelas ruas de Pereira Pinto e Engenho do Mato, em Tomás Coelho, no subúrbio do Rio. O vazamento começou por volta das 5h da madrugada de sexta para sábado (23). 


O volume de água era tão grande que muitos moradores acordaram “boiando na cama”. Morador da rua Pereira Pinto, Paulo Fernandes conta que estava acordado desde a madrugada para ver a alvorada em homenagem a São Jorge (cujo dia é celebrado hoje) quando ouviu um barulho estranho. Instantes depois, uma enorme enxurrada desceu a rua. 

- Saiu todo mundo gritando: água! água! A enxurrada desceu levando tudo. 

Ao todo, segundo a Cedae, 40 casas foram atingidas. A empresa informa ainda que o prazo máximo para restabelecer o serviço será de 48 horas, já que muitos bairros do entorno ficaram sem água desde o rompimento da adutora. A tubulação afetada era responsável pelo fornecimento de água para 15% da região metropolitana e muitos bairros da zona norte da cidade. 

No entanto, a companhia disse que há outras adutoras menores que conseguem suprir água, em menor escala, para algumas residências em diversos bairros afetados. 

Além da água, muita lama tomou conta das ruas e deu trabalho aos garis da prefeitura, que, por volta do meio-dia, ainda tentavam tirar a terra e o lixo que se espalharam. 

Vizinho de Fernandes, o estudante Julio César diz que ficou sem saber o que fazer diante de tanta água. Ele conta que acordou com os fogos de São Jorge e os gritos da vizinhança, a maioria pega de surpresa pela água, vestindo pijamas e camisolas. 
- Chegava a fazer onda. Ficamos sem saber como ajudar. As pessoas acordaram boiando na cama. 

Um trecho da rua Engenho do Mato teve que ser interditado para que técnicos e máquinas da Cedae pudessem fazer os reparos. Um pedaço de 3 m da tubulação será totalmente substituído. 

Parte do cano que se rompeu será analisada em laboratório para descobrir as causas do acidente. O rompimento aconteceu em um terreno onde haviam casas demolidas recentemente para a construção do novo viaduto de Tomás Coelho. 

Razões para o incidente 

O diretor de produção e grandes operações da Cedae, Jorge Briard, diz que as escavações para as obras do viaduto podem ter indiretamente provocado o acidente ao desestabilizar o terreno, mas ressalta que essa é apenas uma das hipóteses. 
- Pode ter havido uma desestabilização do terreno. 

Cerca de 5.000 litros por segundo de água passam por essa tubulação, vazão suficiente para abastecer o equivalente a 18 bairros. O cano de concreto e aço, com 1,75 m de diâmetro, está no local há 30 anos e é considerado novo pela Cedae. 

Briard explica que o abastecimento foi interrompido, mas quem tem caixa d’água não será prejudicado. A expectativa é que os trabalhos de reparo sejam concluídos na noite deste sábado (23). 

A concessionária se comprometeu a indenizar as famílias que perderam móveis e eletrodomésticos, mas até as 13h não havia feito um levantamento entre todos os moradores prejudicados.