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| Nélson Nahim |
As operações contra proprietários de veículos emplacados estado do Espírito Santo irão ter resposta da Câmara Municipal de Campos. O presidente da Casa, Nélson Nahim (PR) considerou as ações de “arbitrárias” e prometeu acionar a Procuradoria Jurídica do Legislativo, a fim de proteger os direitos da população. “O cidadão campista está sendo tratado como bandido, em ações policialescas, onde está caracterizada a prática de abuso de autoridade”, desabafou.
Nahim admitiu que o valor da alíquota é elevado e tem que ser reduzido de 4% para 2% do valor do veículo, mesmo custo do tributo aplicado no Espírito Santo, mas discorda das práticas das operações.
“Minha proposta é movimentarmos todas as câmaras do Estado a fim de apelar ao governador Sérgio Cabral para que haja uma redução na alíquota, que foi fixada no governo Marcelo Alencar. Esta é uma medida política. Mas vamos adotar medidas jurídicas contra as arbitrariedades nas operações, que não têm sido corretas, inclusive pela forma como tem sido feita a abordagem, com pessoas sendo ameaçadas e sendo forçadas a assinar uma declaração no meio da rua dizendo que não reside em outro estado”, afirmou.
“Deixo claro que não concordo com quem falsifica endereço para emplacar o carro em outro estado, porque isso é crime. Mas é um absurdo e não iremos nos calar diante destes abusos”, disse. “Por ironia, os carros oficiais utilizados pelo Estado nas operações trazem placa do estado do Paraná e vem aplicar sanções e arbitrariedades contra quem emplaca o veiculo em outro estado”, observou Nahim.
O vereador Albertinho sugeriu também que a Câmara encaminhasse documento aos deputados estaduais de Campos, para que intercedam junto ao governador para rever a alteração da alíquota. Abdu Neme e Ilsan Viana também criticaram as ações e adiantaram que irão levar o assunto ao governador. Magal criticou a Guarda Civil Municipal “que também tem abusado de multas e reboques”. O vereador disse que irá levar o assunto à prefeita Rosinha Garotinho.
Nahim elogiou o trabalho da Guarda e também observou outros abusos: estacionamento nas calçadas na área central de Campos. “Não é justo responsabilizar a Guarda, porque há abusos. Sem a Guarda, que é um patrimônio da prefeitura, será o caminho para a total desordem urbana”, finalizou.