terça-feira, 30 de agosto de 2011

Muitos presos doentes em cadeias superlotadas do RJ, constata inspeção

(Foto: Arquivo)
Superlotação, atendimento médico deficiente, estrutura precária, falta de atendimento jurídico e inexistência de projetos de educação e trabalho para os presos. Estes foram alguns dos problemas constatados em inspeção feitas pelo Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária em oito unidades prisionais do Rio de Janeiro, em julho deste ano.
O relatório da vistoria foi apresentado hoje (30) em audiência pública, no Rio. Entre as unidades visitadas, cinco eram carceragens da Polícia Civil, que estão em processo de desativação, e três eram presídios.

Segundo a juíza paranaense Christine Bittencourt, uma das responsáveis pela inspeção no Rio, a pior situação é a do Presídio Ary Franco, na capital fluminense, considerado a porta de entrada para o sistema penitenciário do estado. Desde o processo de desativação das carceragens da Polícia Civil, iniciado em março deste ano, o Presídio Ary Franco tem sido sofrido com a superlotação.

A unidade tem capacidade para 558 presos, mas, no momento da fiscalização, havia 1.422 detentos. Além de problemas físicos de uma construção que tem quase 40 anos e não está com a manutenção em dia, os presos ocupavam em celas em condições insalubres.
De acordo com a juíza, alguns presos estavam em uma ala sem ventilação ou luz natural. Os membros do Conselho Penitenciário receberam denúncias sobre concessão de privilégios a presos integrantes de milícias, que exercem “forte controle” sobre a penitenciária.

Tanto no Ary Franco quanto em outras unidades prisionais visitadas, problemas comuns detectados foram a ausência de atendimento médico adequado e a inexistência de projetos educacionais e laborais, que ocasionam a ociosidade dos detentos.

Uma das unidades visitadas pelo conselho, a Cadeia Pública de Bandeira Stampa, em Bangu, construída em março deste ano, apresentava, dois meses depois, inúmeros problemas estruturais, como entupimento da rede de esgoto e rachaduras nas paredes.
Segundo a juíza, não houve melhoria em relação à última vistoria do conselho às prisões do estado, feita em 2008. Ao contrário, a situação só piorou, uma vez que antes de 2008, o Rio de Janeiro era considerado exemplar nessa área.

“Para mim não melhorou nada [desde 2008]. Os presos continuam na ociosidade. Piorou o sistema de saúde, afinal, encontramos muito mais presos doentes. E uma unidade, inaugurada em março, já está danificada. A empresa a construiu com materiais de quinta categoria”, disse a juíza e conselheira.

Outro problema grave constatado pela vistoria foi a carência de atendimento jurídico para os detentos de carceragens e presídios. Muitos detentos disseram que não conseguem acompanhar seu processo na Justiça. Em algumas unidades, foram encontrados detentos que deveriam estar cumprindo pena em regime aberto, mas que estão há meses em regime fechado.

O subsecretário estadual de Unidades Prisionais do Rio, Sauler Sakalem, reconheceu que há problemas nas prisões fluminenses, mas disse que muita coisa melhorou nos últimos anos. “O problema dessas fiscalizações é que elas só mostram coisas ruins, mas tem muita coisa boa acontecendo no sistema”, disse ele, durante a audiência pública.
Segundo Sakalem, o problema da superlotação é resultado da política de desativação das carceragens policiais. Há quatro anos não eram construídos novos presídios, mas, neste ano, já foram inauguradas duas unidades, ressaltou.

Sobre as denúncias de tratamento médico inadequado, o subsecretário disse que é preciso contratar profissionais de saúde para os presídios e hospitais penais. Quanto aos problemas estruturais do Bandeira Stampa, Sakalem destacou que já haviam sido detectados pela Secretaria de Administração Penitenciária, que tenta solucioná-los.
Quanto ao Presídio Ary Franco, Sakalem negou que milicianos ou quaisquer presos tenham controle da cadeia ou privilégios.

Tire suas dúvidas sobre o AVC, mal que afetou o técnico Ricardo Gomes

(Foto: Arquivo)
Após o técnico do Vasco, Ricardo Gomes, 46 anos, ter sofrido um Acidente Vascular Cerebral no domingo, muitas dúvidas surgiram sobre a doença, que de janeiro a junho deste ano atingiu cerca de 84 mil brasileiros, segundo dados do Sistema Único de Saúde. Esta é uma das maiores causas de internação e morte em todo o País.

O AVC é consequência da alteração do fluxo de sangue no cérebro, causando a morte de células nervosas da região atingida. Basicamente, há dois tipos: o isquêmico (quando há obstrução de alguma artéria do cérebro) e o hemorrágico (quando há o rompimento de uma artéria).


"Os dois são perigosos. Habitualmente, o hemorrágico é encarado com maior gravidade, porque muitas vezes há a necessidade de uma intervenção cirúrgica para a drenagem do hematoma. Porém, o isquêmico também pode ser muito preocupante em decorrência da extensão do dano cerebral", afirmou o neurocirurgião Santino Lacanna.


Fatores de risco -
A principal causa do AVC é a hipertensão arterial. Entretanto, outros fatores de risco são tabagismo, diabetes, colesterol alto, obesidade, maus hábitos alimentares e sedentarismo.

No caso de Ricardo Gomes, além de seu histórico médico, a tensão também pode ter colaborado para o rompimento da artéria. "O stress aumenta a adrenalina, que faz crescer a frequência cardíaca, que por sua vez aumenta a pressão arterial", explica José Luis Aziz, cardiologista e professor da Faculdade de Medicina do ABC.


O técnico se encaixa no perfil de pessoas mais propensas a este tipo de problema: sexo masculino a partir de 45 anos. A cada década a probabilidade de ter AVC aumenta. Quando a mulher entra na menopausa, as chances de sofrer um Acidente Vascular Cerebral se igualam.


Segundo Aziz, é possível identificar claramente algumas pistas que indicam que a pessoa irá sofrer um AVC. Formigamentos, perda de força de algumas regiões, alteração da fala, paralisia, perda de equilíbrio e dificuldade de andar são algumas delas. Visão turva ou duplicada também pode ser um sinal.


Ao se deparar com algumas dessas características, é importante acionar um serviço médico o quanto antes. Além disso, a pessoa deve ser colocada em repouso, em um local calmo, para tentar abaixar a pressão arterial. "Há o que chamamos de Acidente Isquêmico Transitório, que é quando todos os sintomas desaparecem em até 24 horas. Mas é aí que é necessário redobrar a atenção e procurar um médico, para que seja feito um diagnóstico preciso. Este pode ser um sinal de que os sintomas podem se repetir de forma ainda mais grave", alerta o cardiologista.


Sequelas - Quem passa por um AVC pode ter de conviver com sequelas - temporárias ou permanentes -, que dependem tanto do local atingido como do tamanho da lesão.

No geral, pode ocorrer diminuição ou perda de sensibilidade em algum local do corpo, principalmente nos membros, dificuldade para falar ou até mesmo a perda da capacidade de articular as palavras e distúrbios cognitivos ou intelectuais, como perda da memória e dificuldade para lidar com números.

Prevenção - Ambos os especialistas consultados pelo Diário são unânimes em afirmar que a melhor maneira de se prevenir é por meio de um rígido controle dos fatores de risco. O neurocirurgião Santino Lacanna dá outras dicas: "Além de pesquisar doenças que possamos trazer geneticamente de nossas famílias, bons hábitos alimentares também são essenciais, evitando-se o excesso de sal, gorduras, assim como a prática de esportes".

Incêndio deixa céu de Campos coberto por nuvem cinza; bombeiros estiveram no local


O vento forte ajudou a alastrar as chamas

Um incêndio em Campos iniciado em um canavial atingiu a mata da cidade na tarde de segunda (29). Já na parte da noite, o fogo fez um rastro pela vegetação seca na localizadade de Sapucaia, em Campos. O vento forte ajudou a alastrar ainda mais as chamas.

Por conta da escuridão, o trabalho dos bombeiros não pôde ser visto, mas a informação é que  o combate ao fogo ia ser feito, mesmo durante à noite. O incêndio deixou o céu da cidade coberto por uma nuvem cinza. Alguns moradores disseram que o incêndio era para queimar este canavial, mas acabou saindo de controle e atingiu a mata ao redor da plantação.

Ainda na noite de segunda (29), de acordo com o Corpo de Bombeiros de Campos, o fogo foi controlado.


(Fonte: Intertv Online)