terça-feira, 31 de maio de 2011

Vazamento de óleo atinge Bacia de Campos, denuncia Sindipetro-NF

O Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) denunciou nesta terça-feira (31/05) um vazamento de cerca de 1 mil litros de óleo – pouco mais que 6 barris – na plataforma PCE-01, no campo de Enchova, na Bacia de Campos. O acidente ocorreu na tarde de ontem após tentativa de desviar a produção da P-08 (Marimbá) para a unidade, em função da interdição da P-65.

O problema em PCE-1 teria ocasionado vazamento petróleo em cinco pontos da plataforma, todos atingindo o mar. A entidade afirma que o vazamento também atingiu e deixou inoperantes as bombas de incêndio da unidade. O sindicato informou ainda que a plataforma ficou parada pelo menos até a noite de ontem.

Segundo o sindicato, a paralisação da P-65 causou o fechamento de poços na P-08 e P-15 (Marimbá/Piraúna), logo após a interdição na última quinta-feira (26/05), como adiantou o Energia Hoje.

Procurada, a Petrobras não confirmou as declarações do Sindipetro e afirmou que está apurando a denúncia.

Polícia Civil abre vagas para perito legista

Foto: Divulgação

Depois de quase dois meses de espera, enfim a Polícia Civil abre as inscrições do primeiro concurso público de uma série que a instituição programou para este ano. Conforme a Coluna antecipou em abril, por meio de entrevista exclusiva com a diretora da Acadepol, Jéssica Almeida, a corporação vai oferecer 44 oportunidades a candidatos de Nível Superior no cargo de perito legista.

As inscrições começam hoje. O concurso conta com cinco chances para a especialidade de genética forense (que exige formação em bioquímica) 29 em clínica médica (a candidatos formados em medicina), três para odontologia (que requer diploma na área), e sete em toxicologia (a candidatos com formação em farmácia). Do total de vagas em oferta, três são reservadas a candidatos portadores de deficiência (duas em medicina e uma em farmácia).

A remuneração é no valor de R$ 3.474,37, para jornada de 40 horas semanais. As inscrições vão até o dia 30 de junho. Os candidatos devem acessar o portal da banca, a Fundação Getúlio Vargas (www.concurso.fgv.br). A taxa é no valor de R$ 80.

Quem não dispõem de computador ou acesso à Internet pode se inscrever no posto de atendimento presencial, na Acadepol — Rua Frei Caneca 162, Centro do Rio.

Maio termina com temperatura mínima de quase 5°C abaixo da média no RJ


O frio que fez em maio pegou os cariocas de surpresa: o mês termina com temperatura mínima de quase 5°C abaixo da média no Rio,  já que o normal é de 20,4°C e o período teve média de 15,9°C.
De acordo com os meteorologistas da Somar, o declínio das temperaturas ocorreu pela frequência de chuva, que aumentou a cobertura de nuvens. Outro fator que fez o tempo esfriar foi a entrada de massas de ar frio, especialmente na segunda quinzena.
Segundo informações do Tempo Agora, os dias na capital fluminense foram marcados por grande amplitude térmica, que é a diferença entre a mínima e a máxima. A temperatura máxima ficou mais de 1°C acima do normal para o mês, que é de 26,4°C e nesses 30 dias registrou 27,8°C.
O dia mais frio do ano, segundo a estação do Alto da Boa Vista, foi em 22 de maio, com 13,1ºC.
O mês também termina com chuvas acima da média climatológica em boa parte do Estado. Na capital, foram 38% acima da média, distribuídos em quatro episódios de chuva ao longo do mês, com destaque para duas frente frias consecutivas entre os dias 13 a 16 de maio.
A técnica em meteorologia, Patrícia Vieira, disse que essa situação é típica dos anos de La Niña.
- Mesmo que este fenômeno climático já esteja próximo do fim, favoreceu o deslocamento das frentes frias que entravam no Sudeste para o Oceano, passando pelo Rio de Janeiro neste ínterim e provocando chuvas especialmente na faixa litorânea.
Ainda segundo a Somar, com o enfraquecimento do fenômeno La Niña e o retorno da neutralidade climática, o mês de junho terá chuvas mal distribuídas sobre o Rio. Por enquanto, os modelos de previsão indicam chuvas abaixo da média, concentradas mais na segunda quinzena do mês. A temperatura também deve ficar dentro ou ligeiramente abaixo da média na capital.

Problemas na gravidez matam uma mulher a cada dois dias no Rio, diz estudo

O Estado do Rio de Janeiro registrou 198 mortes de mulheres grávidas no ano de 2009 -o que representa uma morte a cada quase dois dias. O índice do Comitê Estadual de Prevenção e Controle da Mortalidade Materna foi apresentado na última segunda-feira (30) à Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).
Segundo a presidente da comissão, a deputada Inês Pandeló (PT), o número é maior do que do último estudo realizado. No ano de 2008 foram registradas 159, enquanto em 2009 foram 198. Para deputada existem algumas explicações para esse aumento.
- Uma explicação é a epidemia de H1N1 [nome do vírus da gripe suína]. Outra é que houve uma mudança no método de investigação das mortes. Pela primeira vez está sendo investigadas as causas indiretas que provocam a morte de grávidas.  O estudo foi feito levando em conta 42 dias antes e depois da gravidez.
As maiores causas de mortes em mulheres grávidas são hemorragia, pressão alta e abortos. Pela primeira vez o estudo apontou a hemorragia como principal causa das mortes, nas pesquisas anteriores a pressão alta era a principal vilã das grávidas.
- A falta de qualidade no pré-natal é um problema. Ele acontece, mas falha em muitas vezes. Problemas como pressão alta poderiam ser diagnosticados e medicados. Segundo a ONU [União das Nações Unidas], 98% das mortes das gestantes poderiam ser evitadas.
O estudo mostra que as principais vítimas durante a gravidez são mulheres negras, que já tem maior propensão a pressão alta, e as mães com menor grau de escolaridade.
- A pouca escolaridade dificulta o entendimento da importância dos procedimentos médicos que devem ser realizados durante o pré-natal.
A deputada alerta ainda que o Estado tem uma grande dificuldade de atender os casos de baixo risco.
- A mulher quando realiza o pré-natal não sabe em qual hospital vai ter o filho, não são raras as histórias de mães que dão à luz no meio da rua ou em táxis. A falta de maternidades torna um caso simples em alto risco.
Outro problema segundo a deputada é o alto índice de cesariana realizados, não só no Estado, mas em todo o Brasil.
- A cesariana foi vendida, através de propagandas, como o método mais moderno. Mas na verdade ela foi criada para ajudar quem está com problema. Soluções seriam mais casas de partos, como a que temos em Realengo. Ela é a única no Estado, precisamos de mais iniciativas desse tipo.