quinta-feira, 28 de abril de 2011

Greve de vigilantes fecha cerca de 300 bancos no Estado do Rio


Cerca de 300 bancos não abriram nesta quinta-feira (28) no Estado do Rio de Janeiro, por causa da greve dos vigilantes. A informação é da Federação dos Vigilantes no Estado. A categoria está parada há 30 dias na região dos Lagos e há 37 dias em Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, reivindicando o retorno às negociações salariais.

As agências funcionaram apenas internamente com um segurança, atendendo a decisão do TRT (Tribunal Regional do Trabalho), que determinou que permaneça um vigilante de plantão para assegurar a integridade dos funcionários. Uma lei federal determina que os bancos só façam atendimento ao público com pelo menos dois vigilantes.

As cidades mais afetadas na região dos Lagos foram: Cabo Frio, Araruama, Saquarema, São Pedro da Aldeia, Arraial do Cabo, Búzios e Rio das Ostras. No norte fluminense foram: Macaé, Casimiro de Abreu, Carapebus e Quissamã. Ao todo 80 agências não abriram nessa região. Em Campos dos Goytacazes cerca de 50 bancos continuam sem atender ao público nesta quinta-feira. Algumas agências do Itaú e da Caixa Econômica Federal abriram nos três últimos dias.

No sul fluminense as agências bancárias também permanecem fechadas. As cidades mais afetadas são Volta Redonda, Barra Mansa, Resende, Itatiaia, Piraí, Barra do Piraí, Vassouras e Valença. Nessa região, algumas agências lotéricas também fecharam por não ter como guardar valores nas lojas.

Segundo o presidente da Federação Estadual dos Vigilantes, Fernando Antônio Bandeira, a greve deve estender em todo Estado até o julgamento do índice de reajuste dos vigilantes que será definido pelo Tribunal Regional do Trabalho, após parecer do Ministério Público que está analisando o processo da greve. O julgamento está agendado para o dia 4 de maio, na sede do TRT, no Rio de Janeiro.

No total mais de 300 bancos estão fechados no Rio de Janeiro. Os vigilantes do Estado reivindicaram 10% acima da inflação. Porém o sindicato das empresas de vigilância ofereceu 1,5% além da inflação, além de R$ 0,60 no auxílio alimentação, o que subiria de R$ 8,20 para R$ 8,80. Como não houve acordo, os desembargadores do TRT definirão o aumento a ser concedido aos vigilantes.

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