Policiais militares especializados da Coordenadoria de Polícia Pacificadora vão fazer uma demonstração do manuseio correto de armas de menor potencial de letalidade, nesta segunda-feira (23), às 15h, no Batalhão de Choque, no centro do Rio de Janeiro.
Os agentes de segurança das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) estão sendo treinados neste tipo armamento. Os primeiros a portar estas armas são os da UPP recentemente inaugurada, a de São Carlos, no Estácio, região central. O plano é estender gradativamente o emprego do armamento para as demais unidades.
O Ministério da Justiça doou um primeiro lote de 600 dessas armas não letais para o Governo do Estado e pouco mais da metade será destinada às UPPs. A utilização desses armamentos reforça a estratégia de atuação da polícia pacificadora para a diminuição do uso ostensivo do fuzil e o emprego do uso gradual da força.
O coordenador geral das UPPs, coronel Robson Rodrigues, disse que, tão logo assumiu o cargo, percebeu que havia em algumas comunidades um grande medo dos policiais e que esse sentimento era acentuado pela visão do uso ostensivo de armamentos de grande potencial de letalidade, como os fuzis, pelo efetivo de segurança.
- A gente tem substituído essas armas pesadas por não letais. Precisamos trabalhar com instrumentos que possam ser atrativos para os policiais para que entendam que não há mais razão para tensões, pois os cenários mudaram. O diálogo entre policiais e moradores tem de ser cada vez mais construído para que o medo comece a diminuir radicalmente e, em diminuindo o medo, aumentar o uso de tecnologia de não letalidade.
Pistolas taser, bombas de feito moral, spray de pimenta, projéteis de impacto controlado, as chamadas balas de borracha, e gás lacrimogêneo são os principais tipos de armas não letais empregados no controle de tumultos coletivos, reações violentas de pessoas em estado de fúria, embriaguez ou drogadas e que fazem parte do pacote doado.

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