quarta-feira, 18 de maio de 2011

RIO: Roubos a pedestres se concentram em regiões das maiores cracolândias



A dependência do crack leva seus usuários ao crime como forma de sustentar o vício. Um dos reflexos da expansão do consumo da droga na capital do Rio de Janeiro é a concentração de roubos a pedestres em regiões de cracolândias.

Grande parte dos dependentes recolhidos nos últimos meses das ruas do Rio estavam nas duas principais cracolândias da capital - na favela do Jacarezinho e no morro do Cajueiro, em Madureira, ambas na zona norte. Essas áreas, patrulhadas pelos batalhões do Méier (3º BPM) e de Irajá (41º BPM), respectivamente, estão entre as que registraram mais roubos a pedestres, segundo dados de fevereiro do ISP (Instituto de Segurança Pública), os mais recentes divulgados.
Em toda a capital fluminense, foram registrados 2.611 casos de roubo a pedestre. Na área do 41º BPM, que também abriga o Batalhão de Rocha Miranda (9º BPM), foram 498 casos. Já na área do 3º BPM foram 316 roubos a pedestres em fevereiro deste ano.
O comandante do 41º BPM, tenente-coronel Alexandre Fontenele, admite que os viciados em crack são responsáveis por parte dos crimes cometidos na região.
- São crimes cometidos principalmente na avenida Edgar Romero, porque tem uma grande circulação de pessoas e um comércio forte. Percebemos que, assim que fazemos as operações de recolhimento, os roubos a pedestres, roubo de celular e pequenos furtos caem vertiginosamente.
O secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, diz que o trabalho da polícia em relação aos usuários de crack se limita à retirada dessas pessoas das ruas.
- A partir daí, quando essas pessoas são entregues para outros órgãos, o trabalho da polícia acaba e a responsabilidade de receber e tratar essas pessoas é de outros órgãos. Se isso não for feito, a polícia, que poderia estar em outros lugares, vai voltar várias vezes aos mesmos lugares para recolher essas pessoas, muitas doentes e menores de idade.
De acordo com policiais civis que investigam o tráfico de drogas, toda a pasta-base de cocaína que é transformada em crack vem da Bolívia. As principais rotas para chegar ao Rio são Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

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