terça-feira, 7 de junho de 2011

Primeira fase de duplicação da BR 101 pode começar em 60 dias

Ao garantir nesta semana o acompanhamento e a adesão dos representantes do setor empresarial de Macaé, através da Comissão Municipal da Firjan, a implantação da primeira fase do projeto de duplicação da BR 101, no trecho entre a parte Norte de Macaé e Campos, segue com previsões não garantidas.
O que emperra a execução oficial da obra é o atraso dos trâmites burocráticos de órgãos ligados ao governo federal, dilema que pode ser solucionado através de iniciativas políticas.
Aguardando atualmente a liberação da Licença de Instalação (LI) para dar início ao projeto, a concessionária Autopista Fluminense, responsável pela administração de 320 km da rodovia, compreendidos entre Campos dos Goytacazes e a ponte Rio/Niterói, apresentou nesta semana uma nova previsão para execução das obras, 60 dias.
“Ainda dependemos da LI para dar início ao projeto. Os 60 km iniciais não possuem áreas de preservação ambiental e nem previsão de sítios arqueológicos, o que ocorre no segundo trecho do projeto. Com isso, prevemos que em 60 dias poderemos dar início das obras”, disse o diretor presidente da Autopista Fluminense, Alberto Gallo.
Porém, a data pode ser modificada novamente, dependendo do sistema de prioridades adotados pelos órgãos federais responsáveis por emitir as licenças e liberações necessárias a execução da obra – Ibama e o Iphan.
Prevista para acontecer apenas 10 anos após o início da administração da rodovia, 2017, a duplicação da BR 101 foi antecipada através da posição da Autopista em acatar o pedido feito pelos representante de Macaé, Quissamã, Conceição de Macabu e Carapebus que juntos conseguiram programar a reunião de trabalho realizada na Câmara de Vereadores da cidade, em abril passado, contando com a participação do senador Lindberg Faria (PT), principal autoridade responsável por buscar junto ao Ibama e o Iphan a liberação das licenças.
Já com todo o projeto planejado, e com a disponibilização de cerca de R$ 3 bilhões para a obra, a Autopista só conseguiu atualmente garantir as modificações no projeto inicial, adequando a construção de trevos que serão implantados ao longo do 60 km iniciais da rodovia que receberão a primeira fase da duplicação da pista.
Além disso, a concessionária registrou também a modificação do traçado da duplicação da rodovia no trecho inicial de Campos, uma solicitação feita pela prefeita Rosinha Garotinho que garantiu o aval da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), assim como os demais órgãos ligados a liberação do projeto, de forma rápida e surpreendente.
Diante da necessidade urgente da duplicação da pista, reforçada pelas estatísticas de acidentes com vítimas fatais registrados na região nos últimos anos, a liberação da LI para garantir o início da duplicação da BR 101 em 60 dias depende de uma vontade política ainda maior, capaz de mudar, não apenas parte do traçado da obra, mas sim a realidade de milhares de motoristas que trafegam diariamente pela Rodovia da Morte

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