sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Quando é recomendável usar aditivo para radiadores?

(Foto: Arquivo)
Rubens Venosa, engenheiro mecânico e proprietário da oficina Motor Max, explica que o aditivo, cuja base é monoetilenoglicol, tem duas funções. A primeira é garantir que a água do radiador esteja em condições de resfriar o sistema. O produto aumenta o ponto de ebulição da água e impede que ela evapore facilmente e também diminui o ponto de congelamento, garantindo, assim, que a água permaneça em estado líquido.
A segunda função do produto é a de antioxidante. “Quando a pessoa deixa o radiador muito tempo sem o aditivo ocorre a oxidação do bloco do motor – que na maioria das vezes é de ferro fundido”, afirma Rubens. Portanto, o “lodo” a que o leitor se refere é ferrugem. Além da falta de aditivo, outro motivo que pode levar à oxidação do motor é o uso de água muito rica em minério de ferro, que acaba comprometendo o funcionamento de itens importantes do sistema de arrefecimento, como a bomba d´água, que pode travar com a ferrugem provocada por falta de atitivo.

Segundo Rubens, quando o carro chega nessa situação, todo o sistema fica comprometido e uma limpeza completa, a aplicação do aditivo e o uso de água desmineralizada não serão suficientes para sanar o problema. “Vai passar uma semana e os vazamentos vão aparecer. Isso acontece porque todos os componentes que estavam em contato com a água do radiador enferrujaram”, explica.

A recomendação do engenheiro é usar o produto, mas acompanhar e testar o veículo durante um ou dois meses depois da sua aplicação. “Quando um cliente chega a minha oficina com esse problema, nós fazemos a limpeza, utilizamos o aditivo e avaliamos o carro até termos certeza de que o restante do sistema não foi comprometido. Se, depois de muito testar, os vazamentos persistirem, nós fazemos a troca de todas as peças”, afirma.

Os produtos

Além da aplicação do aditivo, o processo de limpeza do radiador envolve a utilização do óleo solúvel. Ele serve para selar a ferrugem e é usado antes do aditivo, porque os dois produtos não podem se misturar. “O óleo deve ser misturado à água – uma água desmineralizada, de preferência – para evitar que a ferrugem se propague. Só depois o aditivo será aplicado”, explica. Ele ainda acrescenta que “o óleo deixa a água esbranquiçada, da cor de leite”.

Quanto à qualidade dos aditivos à disposição no mercado, Rubens aconselha a compra dos produtos indicados pelo fabricante. Se não for possível, o engenheiro recomenda o aditivo da Bardahl. “Os pequenos fabricantes devem ser evitados, porque, normalmente, suas mercadorias possuem uma porcentagem menor de monoetilenoglicol”, alerta.

Nenhum comentário:

Postar um comentário